O que cultivo na minha varanda? Ervas, legumes e a minha experiência
Como fui criando aos poucos, numa varanda comum sem envidraçamento, uma pequena horta com ervas, tomates e até morangos. O que resultou e o que não resultou.
Na Morávia do Sul, de onde venho, sempre me pareceu completamente natural que as pessoas à nossa volta cultivassem elas próprias muitas coisas. Fossem legumes, fruta ou ervas aromáticas. É claro que há muito trabalho por trás disso, mas nada se compara à sensação de colher algo diretamente da nossa própria horta ou do nosso próprio arbusto. 🫑
Nós nem sempre tivemos horta, mas lembro-me de que as pessoas se ajudavam muito umas às outras. Uns tinham groselhas, outros groselha-espinhosa, outros ainda outra coisa qualquer, e assim acabávamos sempre por receber um pouco de tudo. Os alperces e os pêssegos compravam-se diretamente nos pomares. E depois, claro, vinha a altura das conservas e das reservas para o inverno.
Talvez tenha sido exatamente por isso que, depois de me mudar da Morávia do Sul para a região de Vysočina, mais precisamente para Jihlava, comecei a perceber que, afinal, sentia falta de algumas destas coisas tão simples.
No início, por exemplo, não fazia ideia de onde arranjar aqui groselhas pretas ou vermelhas, groselha-espinhosa e outras frutas que antes considerava quase garantidas. Hoje, claro, já sei onde comprá-las, mas o que mais me fazia falta era, sobretudo, a possibilidade de sair e colher algo por mim mesma. Quanto mais velha fico, mais penso naquilo que realmente comemos. Ultimamente também me interessa muito mais saber de onde vem a nossa comida e quanto dela conseguimos cultivar nós próprios.
A minha pequena horta na varanda
E assim, aos poucos, comecei a criar pelo menos a minha própria pequena horta onde tinha espaço para isso – na nossa varanda.
Temos uma varanda comum, sem envidraçamento. Mas foi precisamente graças a ela que descobri que, mesmo em poucos metros quadrados, se consegue cultivar bastante coisa. E talvez o que mais me diverte em tudo isto seja precisamente o início. Deitar na terra umas sementinhas, verificá-las regularmente e depois, um dia, descobrir que apareceu algo verde acima da terra. Observar como uma planta vai ganhando força pouco a pouco, cresce, forma as primeiras flores e, no fim, talvez até dê algo que se pode comer. É, no fundo, uma pequena alegria. 🙂
A nossa pequena horta na varanda
O amor pelas plantas vem da minha mãe
Sei que a minha relação com as flores e as plantas vem certamente da minha mãe, e talvez também de outros antepassados. A minha mãe adorava flores. Em casa também costumávamos ter várias plantas de interior verdes; lembro-me, por exemplo, de um potos que crescia lindamente pendurado. As gerânios também estavam entre as suas preferidas. Cuidava das plantas com carinho e também gostava de cultivar coisas por si mesma. ❤️
Eu também gosto de plantas verdes, de flores, do cheiro das ervas aromáticas e, sobretudo, daquela sensação de plantar algo com as minhas próprias mãos e ver que realmente começa a crescer.
O que cultivo este ano na varanda
A nossa varanda está virada para o sol da manhã. O sol bate-nos sobretudo de manhã, mais ou menos até ao meio-dia, e depois disso a varanda fica quase sempre à sombra. Este ano decidi tentar cultivar um pouco mais do que antes. Foram surgindo, pouco a pouco, tomilho, alecrim, alfazema verdadeira, hortelã, salsa, cebolinho, manjericão e estévia. Em termos de legumes, plantei tomates comuns, tomate-cereja e pimentos brancos, e, só por gosto, comprei também um morangueiro de frutificação contínua da variedade Elan.
Entre os tomates-cereja, cultivo a variedade Vilma da MoravoSeed. É uma variedade arbustiva pensada para varandas, por isso adapta-se bem ao cultivo em vaso. E, como costuma acontecer no cultivo, algumas coisas correram lindamente e outras nem por isso. 🙂
As plantas de ervas e legumes que plantei esta primavera
O que correu bem e o que não tanto
Este ano o manjericão deu-me uma grande alegria. Cresceu-me realmente bem. Também me cresceram bem o tomate-cereja e os pimentos. Já a hortelã e o cebolinho, surpreendentemente, não correram assim tão bem. E era precisamente da hortelã que eu esperava que crescesse quase sozinha.
Mas é exatamente isso que me diverte na jardinagem. Podemos informar-nos, preparar para a planta aquilo que consideramos serem as condições ideais, e mesmo assim ela, às vezes, faz exatamente o que lhe apetece.
Além disso, este ano fui bastante cautelosa com as plantações e só levei a maior parte das coisas para a varanda em maio. Comparada com a Morávia do Sul, Jihlava parece-me consideravelmente mais fria. O clima aqui, além disso, é bastante instável, por isso ainda estou a aprender a perceber quando já posso deixar as plantas lá fora sem preocupações.
Manjericão, tomates, pimentos e morangos em pleno crescimento
Cultivar plantas não é só colher
Gosto de ir à varanda mesmo quando, na verdade, não há ali nada para fazer. Vou só ver o que cresceu mais um pouco, se apareceu uma flor nova ou um pequeno tomate. Às vezes até acaricio as minhas plantas, e de vez em quando também falo com elas. É o meu pequeno oásis de calma.
Sentar-me ali, olhar para Jihlava e estar rodeada de todo aquele verde que cultivei com as minhas próprias mãos é, para mim, uma alegria enorme.
Já o meu marido fica mais contente no momento em que já há algo para colher e comer. 🙂
Substrato e mosquinhas pequenas
Com o tempo descobri que também depende muito daquilo em que se plantam as plantas.
No passado, comprei várias vezes substrato normal e trouxe comigo para casa, junto com ele, mosquinhas pequenas. E era quase indiferente onde comprava a terra.
Depois destas experiências, passei sobretudo para substratos supressivos da marca Forestina Profík. Consoante o que estou a plantar, compro a versão para plantas de interior, para ervas, ou diretamente para tomates e pimentos.
São mais caros, é verdade, mas a minha experiência pessoal até agora tem sido muito boa, e ainda não me apareceram mosquinhas neles. Claro que isso não significa que nunca possam aparecer, mas até agora não me aconteceu. Além disso, quando é preciso, adubo as plantas com adubo natural.
O que mais cultivo em casa
A minha paixão por cultivar plantas, claro, não fica só pela varanda. Em casa, por exemplo, tenho um espatifilo. Aliás, dá para perceber muito bem quando precisa de ser regado. Assim que fica com pouca água, deixa cair as folhas e dá-me a entender, de forma bastante clara, que chegou a hora do regador. Para mim, é uma forma de comunicação bastante prática. 🙂
Também me ofereceram uma amarílis, que este ano voltou a florir lindamente. Quando a sua enorme flor se abriu completamente, quase não conseguia acreditar que algo assim tivesse crescido em casa, num vaso.
Em dezembro passado recebi dois cactos-de-natal, e outra das minhas plantas fiéis é uma erva-luísa.
Espatifilo, amarílis e cacto-de-natal em casa
Erva-luísa
Gosto muito da erva-luísa sobretudo pelo seu aroma intenso. Dá para fazer com ela xarope ou chá. No verão, às vezes, preparo com ela uma bebida caseira bem simples. Coloco algumas folhas amarrotadas de erva-luísa num jarro de vidro, esprememto um limão, junto um pouco de mel ou açúcar de cana e completo tudo com água. Às vezes junto também sumo de laranja acabado de espremer. De forma semelhante, gosto de água com hortelã fresca, limão ou lima. É precisamente uma das razões pelas quais tanto gosto de ter as minhas próprias ervas. Não preciso de ir a lado nenhum por umas folhas. Basta abrir a porta da varanda e colhê-las eu mesma.
Erva-luísa na nossa varanda
Faz sentido cultivar alguma coisa?
Para mim, sem dúvida que sim. Não porque uns quantos vasos nos façam deixar de comprar legumes na loja. Isso, decerto, não. Mas a sensação de colher um tomate de uma planta que semeei há uns meses como uma sementinha minúscula é completamente diferente. Ao mesmo tempo, percebemos quanto trabalho e quanto tempo se escondem por trás de algo que, na loja, simplesmente se tira de uma prateleira e se coloca no cesto. Mas todas as manhãs, quando saio para a varanda e vejo todo aquele verde à minha volta, sinto-me feliz. E é disso, no fundo, que tudo isto se trata. 🙂
A primeira colheita deste ano – morangos e tomate-cereja
Cultivar plantas dá-me simplesmente prazer. E vocês, o que cultivam? 🙂
Bom saber
O que se pode cultivar numa varanda pequena?
Na minha varanda cultivo, por exemplo, manjericão, tomilho, alecrim, alfazema, hortelã, salsa, cebolinho, estévia, tomates, tomate-cereja, pimentos e morangos. Muito depende, no entanto, da quantidade de sol, do tamanho do vaso e das necessidades de cada planta.
Que tomates resultaram bem na minha varanda?
Tenho tido boa experiência com os tomates-cereja Vilma da MoravoSeed. É uma variedade arbustiva pensada para varandas, que também se adapta bem ao cultivo em vaso.
É possível fazer crescer um tomateiro a partir de uma semente de um tomate comprado na loja?
A semente pode, claro, germinar – tenho precisamente essa experiência em curso em casa. Mas se vier de um híbrido F1, a planta resultante pode não manter as mesmas características do tomate original.
Que substrato uso para cultivar na varanda?
Depois de várias más experiências com mosquinhas pequenas, mudei para substratos supressivos, escolhendo consoante a planta a versão para ervas, para plantas de interior, ou para tomates e pimentos. São mais caros, mas até agora têm resultado muito bem.